sexta-feira, 20 de julho de 2018

O TEMPO

Há o tempo!...
O tempo é mesmo o senhor de tudo! Existe o tempo que se foi, e não tem como recuperar. Existe o tempo presente; que nunca é vivido plenamente. Existe o tempo futuro, que não sei se existirá. 
...E se pudesse voltar no tempo, o que faria? Sem as lembranças do que vivi, de nada adiantaria.
Sem meu passado, não seria quem sou hoje...
O tempo presente é sempre pouco para mim. Não vivo o que é para ser vivido.O hoje está se tornando um tempo presente perdido, que amanhã, já será tempo passado sem ter sido um tempo vivido.
E o tempo  futuro? Este me faz ver a finitude das coisas, das pessoas, da vida. E a finitude  é triste...
Há o tempo!... O tempo também é bálsamo, o tempo é conselheiro, o tempo é aprendizado, o tempo é  vida!
Não tem como mudar o tempo, parar o tempo, voltar no tempo!
O tempo; só sei de uma coisa: O tempo dura a vida toda.
 

quinta-feira, 5 de julho de 2018

ONTEM


Há um bom tempo eu não parava para olhar o céu. Admirar o por do sol, olhar para a montanha, ver os pássaros voando... Ontem, parei um pouco ao entardecer e tentei ficar ali quietinha, só olhando... Eu costumava fazer isso com frequência. E era tão bom! Sentia uma paz, uma alegria! Mesmo quando dentro de mim, e fora também, estivesse desmoronando. Sentia a presença de Deus. As vezes encontrava respostas  dentro de mim, as vezes não. Mas me sentia leve, mais forte.
Ontem, esperei, olhei, respirei fundo, falei com Deus... Busquei as primeiras estrelas que já começavam a surgir, fiz uma prece...Fechei os olhos  e agradeci.
Não senti como antes. Não sou como antes. Não quero sentir como antes. Não quero ser como antes. Quero ser melhor! Quero sentir melhor! Quero ficar melhor !
Quero me encontrar!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

EU...


Acho que estou mesmo velha, perdendo a capacidade de me reinventar, de renascer, de reviver, de reconstruir...
Antes eu era como uma corrente de água forte que contornava os obstáculos, abria brechas  entre as rochas e seguia sempre em frente. As vezes eu era como a água calma, fraquinha...mas me serpenteava, contorcia a procura de um lugar onde eu pudesse desaguar e continuar meu percurso. Seguia sem medo.  Muitas vezes sem saber para onde, mas seguia. Seguia com fé, na esperança de desaguar em um rio calmo e seguir para o mar, depois descansar na praia... Nunca encontrei a praia, nunca descansei...
Hoje, não sou uma corrente de água que secou, mas como uma borboleta que foi tirada do casulo antes do tempo. Frágil, assustada... Ou melhor, uma borboleta velha, que teve as asas machucadas e não consegui mais voar. Remendos  não servem para consertar asas, o peso atrapalha o voo. Não tem como voltar a ser casulo, para começar do começo, ter asas novas...já se foi essa fase.
Sei que não voltarei a ser como antes. Contento em voar baixinho, em pequenos voos, mas sem tanto medo, com direção. 
 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

VOU SEGUINDO...


Hoje me dei conta de como o tempo tem passado depressa.  Cinco meses se passou desde a minha separação. É uma sensação muito estranha. Ainda não entrei com pedido de divórcio, nem sei quando farei. Vou deixando as coisas como estão, afinal sou dependente do plano de saúde da empresa que ele trabalha. E como preciso de tratamento...Nem em sonho tenho a possibilidade  de pagar um plano para mim.
Tenho quebrado a cabeça pensando em algo para ter uma graninha...mas nada que penso flui. Até tentei fazer mini bolo de pote, mas não deu.Sou tímida demais para sair de porta em porta. Já postei algumas fotos do lugar que vivo, aqui no blog. Meu bairro tem seis mini ruas, faz divisa com sítios e com ruas sem saídas. Nem mesmo a tal propaganda boca a boca funcionou para que eu vendesse algum bolo.
Não desisti na primeira tentativa. Fiz varias. Então vi que não dava. Deixei pra lá. Pensei: Pequenos consertos de roupas; Mas minha vizinha sobrevive disso. Liguei para umas colegas que moram em apartamentos, perguntei se precisavam de alguém para uma faxininha...Também foi em vão. Pensei; vou ver na creche comunitária. Quem sabe consigo algo. Afinal, adoro crianças, sei fazer brincadeiras, joguinhos, sei cozinhar... e frequento a igreja. ( a creche é mantida pela igreja). A resposta foi educada, mas que infelizmente estão dispensando até as pessoas mais antigas. Agradeci, voltei pra casa e tentei pensar, ver se surgi outra ideia, mas nada!
Estou fora do mercado de trabalho formal a mais de vinte anos.Nos últimos anos trabalhava informalmente fazendo bordados de pedraria que hoje já não se usa. Fui manicure, mas hoje as mãos são tremulas por causa da tag. Fui demonstradora de produtos de beleza... Isso,agora sem chance pra mim..Pensei em salgadinhos, docinhos, bombons, mas já tem duas pessoas aqui que fazem. Então as minhas ideias se esgotaram. Um emprego formal, tipo atendente de padaria, loja, não posso procurar. Teria que faltar, sair horas mais cedo ou chegar horas atrasada uma ou duas vezes por semana. Tenho as benditas consultas. Ai então volto a estaca zero.
Então vou esperando uma luzinha, uma vozinha divina soprar no meu ouvido me mostrando a direção que devo seguir.
Então fico por aqui esperando sugestões e torcendo que alguém traga ideias novas.
Só mais uma coisinha; Meu obrigada a todas as pessoas que tem me dado forças para continuar. Tem sido muito importante para mim. Aos meus filhos, meus anjos protetores, obrigada, obrigada e obrigada.
E um muito obrigada a Deus por me amparar todo tempo!
Obrigada Senhor por eu não perder minha fé! 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

DELICADEZAS


Estou bem atrasada com este post, mas tudo bem. 
Dia dezoito de abril foi meu aniversário. Não me importo com a data, não comemoro, para mim é um dia normal. Só tiro um tempinho a mais para fazer um agradecimento especial a Deus por tudo que ele tem feito por mim.
Como de costume levantei cedo, e encontrei na mesa além de café quentinho e cheiroso, dois livros e dentro de um deles uma carta linda escrita com todo amor pelo Diego. Ele sempre me escreve coisas lindas no meu aniversário.Nem preciso dizer que as lágrimas rolaram sem nenhum pudor.
Logo em seguida Lucas me dá o abraço mais aconchegante do mundo com desejos de muita força e orações  de agradecimento.
Recebi também muitas mensagens  com desejos de saúde e paz. Entre elas, a de um amigo que faz uns anos que não nos falamos. Aí vieram ligações de mãe, irmãs, irmão... e a essa altura os olhos já estavam inchados de chorar. Estou derretendo  por qualquer coisa. Também recebi a visita da minha grande amiga (prof, de dança ), com mimos e muitos abraços. Quando penso acabou, olha quem me liga!? Minha doce amiga Alda. Um presente que essa coisa chamada blog, trouxe para minha vida. Como se não bastasse ter me dado a alegria de ouvir suas palavras doces, ela ainda me escreveu uma carta cheia de afeto, que chegou sábado, junto com uma revista cheia de textos lindos e mais um mimo. Só tenho mesmo que agradecer tanto carinho e cuidado que Deus e todas essas pessoas que amo, tem para comigo.
Obrigada, Senhor!
Obrigada a todos que fizeram orações por mim.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

BUSCANDO POR MIM






Faz um tempinho que não venho aqui. Como não tenho nada de novo, fica chato falar sobre meus lamentos e medos o tempo todo. Estou parada no tempo, ou o mais certo é; parada, vendo o tempo passar, se esvair...e eu, perdida, com todas as amarras possíveis me prendendo, me impedindo de seguir em frente. Impedindo de viver, de fazer algo de concreto. O medo prende, paralisa, sufoca, mata aos poucos.
Estive lendo alguns comentários meus no meu blog, e em blogs que costumava seguir. Parece que foi outra pessoa a fazer comentários, escrever textos...Não resta nada daquela Edna que fui um dia. Apenas a fé em Deus e o amor infinito pelos meus filhos resta dentro de mim.
Eu sempre tive problemas enormes, lidei com todo tipo de dificuldade, sem perder a esperança, de cabeça erguida, com um sorriso enorme (apesar de tímido). 
De uns anos pra cá, fui me perdendo de mim. Deixando pelo caminho a mulher corajosa, cheia de energia, cheia de sonhos... Sinto que minhas forças foram sugadas de mim. E na verdade foi isto que aconteceu.
Ao contrário do que possa parecer, não me entreguei a síndrome do pânico, ao medo, a depressão;Tive forças para me separar, sempre me levanto, faço orações, me arrumo, cuido da casa, leio, converso com meus filhos, caminho...sigo o tratamento religiosamente, busco dentro de mim novos pensamentos... mas eles não fluem.
E o tempo passa. E eu não renasço para vida. Não consigo resgatar a Edna que foi ficando pelo caminho, junto com tanta dor, tantos medos...
Vou continuar minha busca por mim.