sábado, 16 de maio de 2020

ENCONTRO MARCADO

Vou seguindo, cautelosa, coração amedrontado, pura fragilidade...
Mente inquieta, alma ferida, olhar perdido no vazio de sonhos que dormem dentro de mim.
Olhar no espelho e não me ver,
fechar os olhos e não me encontrar, é ser eu, sem me pertencer.
Confuso, sim!
Impossível, não!
A vida me testando, talvez!
 A cada passo, em silêncio, vou deixando me guiar pela esperança.
Sem perder minha essência, vou me refazendo.
Recolher também é parte da cura, do resgate de si, da espera. Do encontro marcado pro futuro, mesmo sem data definida.
A espera é longa, eu sei...
 

terça-feira, 21 de abril de 2020

GERMINANDO


Ano passado, no dia 18 de Abril, ganhei um texto lindo, poético, escrito por uma amiga muito querida. Um presente de aniversário lindo! Coloquei aqui no blog.

 Este ano, fui surpreendida por um poema sensível, que desvenda minha alma, meu ser.
Foi presente de outra amiga querida, que o blog me trouxe.
Ainda não nos conhecemos pessoalmente, mas conhecemos o coração uma da outra.
Me emocionei, me vi em cada palavra.
Obrigada, querida Sônia!

GERMINANDO

Minha alma jovem dançava leve como uma flolha
ao ritmo de uma brisa suave, fresca e perfumada a jasmim.
Meus pés cruzavam o caminho de terra batida, com rapidez e segurança, enquanto os olhos se perdiam no azul do céu.
Amar e sorrir era tão fácil.
Mas houve uma fase em que a alegria se tornou escassa, alma tolhida, amedrontada.
A dança deixou de fazer parte dos meus dias, pois tudo se tornou fardo, um peso aos meus ombros já cansados.
Hoje, reaprendendo a respirar, com mais leveza, tentando resgatar minha essência de luz e força.
A metamorfose vem acontecendo aos poucos, como semente frágil que rompe o solo numa manhã de sol intenso.
 Me agarro na poesia que brota dentro de mim e que me ajuda a transpor essa experiência de deserto, vencer as agruras , curar  as mágoas.
Aos poucos, ouço novamente a música que o vento sopra  ao meu ouvido, sinto vontade de dançar.
E eu danço, rodopiando abraçada a mim mesma, entre lágrimas e sorrisos.
Num encontro daquela que fui, com a mulher que estou descobrindo hoje.
Uma mulher que nasce depois de uma tempestade de emoções.

Me encontro. Me resgato. me dou as mãos.
Saúdo a vida.
Vida que flui, que se transforma e me transforma.
Instinto de sobrevivência, interiorização, intuição.
Sou semente teimosa, que ousa ser flor e perfume.
Germino.
Sonhando com a primavera interior que se aproxima...

quarta-feira, 25 de março de 2020

QUANDO MEU OUTONO CHEGAR

Quando comecei meu blog...
Sempre amei escrever, para mim uma necessidade  da  alma.
Me coloco nas palavras, me entendo ao escrever o que tenho dentro de mim.
Sempre escrevi. Desde menina deixo registros dos meus sentimentos em papeis soltos, escondidos entre páginas de livros e em um diário que foi rasgado há uns anos...
Não é segredo para quem me acompanha aqui, que vivi um casamento longo e abusivo, triste... Foi quando ele leu meu diário que precisei parar de escrever, então ele foi destruído.
Mas, precisava escrever. Escrevia em folhas de caderno, lia e e queimava. Me aquietou por um tempo, mas as palavras que não escrevo me sufocam. Então surgiu,  tímido como eu e  como um por de sol de outono , o meu blog.
Cheio de nuvens, por vezes escuras, outras vezes avermelhadas, brilhantes, misteriosas...
 
Era um tempo onde eu ansiava por mudança, por libertação, por transformação. Primeiro no meu interior, depois, assim como as arvores no outono, me despir de tudo envelhecido, machucado, para dar lugar ao novo, a renovação.
Não sei quando comecei a amar o outono, só sei que as folhas  caindo, mudando de cor, sendo varridas por ventos suaves que sopram principalmente nos fins de tardes, me encantam!
Então percebi a semelhança entre o outono e o que eu sentia.
A ânsia de mudança, mas não era ainda a minha estação.
Precisava mudar as folhas, perder galhos, deixar de florir e frutificar, adormecer dentro de mim e ficar a espera de Quando Meu Outono Chegar.
 

sexta-feira, 6 de março de 2020

EU...


Acho que estou mesmo velha, perdendo a capacidade de me reinventar, de renascer, de reviver, de reconstruir...
Antes eu era como uma corrente de água forte que contornava os obstáculos, abria brechas  entre as rochas e seguia sempre em frente. As vezes eu era como a água calma, fraquinha...mas me serpenteava, contorcia a procura de um lugar onde eu pudesse desaguar e continuar meu percurso. Seguia sem medo.  Muitas vezes sem saber para onde, mas seguia. Seguia com fé, na esperança de desaguar em um rio calmo e seguir para o mar, depois descansar na praia... Nunca encontrei a praia, nunca descansei...
Hoje, não sou uma corrente de água que secou, mas como uma borboleta que foi tirada do casulo antes do tempo. Frágil, assustada... Ou melhor, uma borboleta velha, que teve as asas machucadas e não consegui mais voar. Remendos  não servem para consertar asas, o peso atrapalha o voo. Não tem como voltar a ser casulo, para começar do começo, ter asas novas...já se foi essa fase.
Sei que não voltarei a ser como antes. Contento em voar baixinho, em pequenos voos, mas sem tanto medo, sabendo a direção.
Talvez, quem sabe, voltar a ser como água cristalina, que segue calma, serena, seu curso tranquilo  entre as margens de areia, onde borboletas venham descansar.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

SOU ASSIM

Sou assim; de fases.
Vez ou outra, me fecho, me guardo.
Uma defesa, uma proteção!?
Uma busca, ou um encontro!?
Sei lá!
As vezes sou pedaços, mesmo sendo inteira.
Outras vezes, explosão, mesmo sendo calmaria.
Sou riso e lágrima,
esperança e medo.
Sou coração, quase nunca razão.
Sou intensa e suave,
sou mistério e revelação.
Sou assim; medo e coragem,
paz e guerra brigam dentro de mim.

 

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

DANÇA DA ALMA

Pensamentos inquietantes dominam minha mente: as vezes chegam até minha alma.
Mas, tenho alma que brinca,
que  ri do meu descompasso na vida.
Então, tiro minha alma para dançar.
Rodopiamos, quase flutuamos.
Minha alma leve, me conduz na melodia doce, suave dos sonhos que trago no coração.
No ritmo da esperança, vamos bailando;
ensaiamos  passos novos repetidas vezes.
Como bailarinas, vamos lendo as notas escondidas em sons diferentes, hora lentos, hora rápidos, como meus pensamentos.
Nesses ensaios, prefiro estar só.
Talvez para não atrapalhar, não perder o foco,
quero ouvir apenas as batidas do meu coração.
Assim, sem plateia, em um palco só meu,
vou sendo conduzida por minha alma,
na dança da vida, com os passos que minha alma me ensina.
Que tocam meu coração.


sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

FALANDO DE AMOR


Vim falar de amor! Do amor verdadeiro, que me faz seguir. Que tem me ajudado a levantar todos os dias, que me segura pela mão e me conduz.
Outras vezes ( a maioria das vezes), me leva no colo para atravessar o abismo que se transforma minha estrada.
E, quando tudo ainda era escuridão, eu sabia que a luz existia, que ela estava a minha frente, sempre.
E, é esse amor verdadeiro, que vim desejar a todos que estão sempre aqui.
Aos que passam por aqui,
aos que me inspiram, a ser uma pessoa melhor,
aos que admiram meus escritos,
aos que se tornaram grandes amigos, 
aos que me dão coragem e força...
minha gratidão, meu afeto, meu obrigada!

Que o verdadeiro amor, que é Deus, seja presença constante em suas vidas!
Esse amor, que nos sustenta, nos ilumina, nos fortaleçe e ensina,
traga a paz a cada um de vocês!
Feliz e abençoado natal !